Dentre as aflições comuns ao ser humano o transtorno depressivo apresenta-se com destaque na sociedade contemporânea.
A depressão é considerada, hoje, uma das mais comuns doenças da Humanidade, atingindo pessoas de todas as classes sociais e de todos os níveis culturais.
É um transtorno afetivo caracterizado por tristeza constante, dificuldade de sentir prazer, transtornos do sono e apetite. Afeta o organismo como um todo.
Os gregos chamavam essa doença de melancolia, reconhecendo que muitos indivíduos se apresentavam como incapazes de sentir alegria.
O rei israelita Saul sofria de depressão e sentia-se melhor ao ouvir as canções do pastor Davi.
Homero, em sua obra Ilíada, descreve um personagem profundamente melancólico, que se sentia vítima do ódio dos deuses, sendo por eles condenado ao sofrimento e à solidão.
Aristóteles considerava a melancolia como parte da personalidade de pessoas dotadas de genialidade.
No período da Idade Média acreditava-se que a melancolia era uma doença da alma, resultado do afastamento daquele indivíduo da fé em Deus.
No Renascimento, a ideia de que a melancolia era associada à genialidade foi retomada, surgindo até mesmo uma corrente de poetas e escritores que faziam dela o termo de inclusão naquele grupo.
Foi apenas em 1889 que um psiquiatra alemão, Emílio Kraepelim, descreveu o quadro clínico comum a muitos de seus pacientes como uma doença, chamando-a de melancolia delirante. O termo depressão surgiu logo depois.
No século vinte, as pesquisas médicas associaram a depressão a alterações na produção de substâncias cerebrais chamadas de neurotransmissores. Paralelamente surgiram medicamentos para seu tratamento.
A depressão é muito diferente de uma sensação de tristeza relacionada a algum fato ou a dificuldades enfrentadas. A tristeza deve ter curta duração, desaparecendo com a solução de sua causa.
A depressão é caracterizada por uma sensação constante de tristeza, perda da afetividade e da alegria do indivíduo, o que o leva ao isolamento.
Pode ser causada por fatores hereditários, psicossociais e econômicos e, até mesmo, por sentimentos de culpa não resolvidos. É comum também em pacientes com doenças de longa duração.
Como indivíduos resultantes de uma longa trajetória de experiências adquiridas no processo evolutivo de cada um, entendemos que conflitos graves, não resolvidos, no passado, podem dar origem ao distúrbio da depressão.
O indivíduo com depressão necessita, antes de tudo, de carinho e compreensão. Para aqueles que convivem com o paciente depressivo o grande desafio é o de exercitar a fraternidade.
Para quem sofre de depressão, é importante vencer o orgulho, reconhecer a necessidade da ajuda e do tratamento, bem como ter coragem de enfrentá-la.
Medicamentos e psicoterapia estão na base do tratamento do paciente. Estudos recentes mostram que a fé auxilia muito na recuperação.
Pessoas que se converteram a alguma religião e descobriram a fé verdadeira, equilibrada e raciocinada, mostram uma melhor evolução em seu quadro clínico, bem como menor tendência a recaídas.
A psicoterapia do amor, da alegria de viver, do convívio com as reflexões e a comunhão com Deus são, ao mesmo tempo terapia e prevenção para essa séria doença que atinge a Humanidade, e que deve ser enfrentada.
Redação do Momento Espírita com base no cap. 17 do livro
Iluminação interior, pelo Espírito Joanna de Ângelis,
psicografia de Divaldo Pereira Franco, ed. Leal.
Em 19.11.2009.
quarta-feira, 25 de novembro de 2009
O balanço.
Um balanço ao vento se move suavemente.
Não se vê chão, não se vê céu... Apenas um movimento ritmado para frente... para trás...
Juliana tem 13 anos e está feliz como nunca.
Mais forte, papai! - Diz ela, eufórica.
Naquele momento inesquecível, a paisagem se apaga para ela. Some em meio à alegria de estar com quem se ama.
Seu sorriso de criança encontra o ar leve, perfumado.
Seus ouvidos se deleitam com a voz tranquila do pai amado. Ela se sente segura, como nunca antes se sentira.
O balanço vai diminuindo o ritmo, e quando está prestes a parar ela percebe que o pai está diante do seu rosto.
Como ele é bonito... - ela pensa. Uma beleza especial, que está mais dentro do coração da filha, do que nos olhos do mundo.
Filha... Você precisa voltar. - Diz o homem ternamente.
Mas eu não quero, papai... - Responde ela com voz de cristal.
Eu sei, meu amor... Mas você precisa voltar.
Ela começa a chorar... O choro da brincadeira que acaba tão cedo. O choro da vontade de continuar ali.
A menina acorda em pranto.
Era um sonho! - Pensa ela. Mas parecia tão real...
Sente um aperto forte no peito e não consegue identificar o que é.
É a saudade... - diz uma pequena voz em sua cabeça.
Sim, era a saudade do pai, do amor que havia partido quando tinha apenas 3 anos de idade.
Ela já havia sonhado com ele várias vezes, mas dessa vez foi inesquecível. Tão especial que, a partir desse dia, ela aprendeu a chamar aqueles sonhos de visitas.
Todo balanço que vê, ativa sua memória, acelera seu coração, pois faz lembrar de um grande amor que esteve na Terra com ela, durante pouco tempo, mas que ainda a visita sempre.
* * *
Por onde andam os amores que não mais estão aqui conosco?
Se aprendemos que o amor une ao invés de afastar, por que crer na distância da morte?
Sim, a morte não nos separa. Talvez um breve afastamento físico, mas nunca o afastamento das almas.
Os que nos amam continuam ao nosso lado, e se partiram antes, quase sempre se tornam companheiros anônimos e invisíveis dos nossos dias.
São eles, muitas vezes, que nos trazem as forças que precisamos para continuar, o carinho dos bons conselhos ou os puxões de orelha amorosos.
Em espírito nos acompanham, oram e vibram por nós, da mesma forma que fariam se estivessem ainda encarnados.
A morte não muda o amor. A distância não é impedimento para o carinho.
Eles estão mais perto do que imaginamos, e neste grande ir e vir do planeta, logo mais estaremos juntos uma vez mais.
Estaremos juntos lá, pois nunca sabemos quanto tempo ainda temos, ou mesmo aqui, lembrando que a reencarnação é uma das Leis maiores do Universo.
Redação do Momento Espírita.
Em 23.11.2009.
Não se vê chão, não se vê céu... Apenas um movimento ritmado para frente... para trás...
Juliana tem 13 anos e está feliz como nunca.
Mais forte, papai! - Diz ela, eufórica.
Naquele momento inesquecível, a paisagem se apaga para ela. Some em meio à alegria de estar com quem se ama.
Seu sorriso de criança encontra o ar leve, perfumado.
Seus ouvidos se deleitam com a voz tranquila do pai amado. Ela se sente segura, como nunca antes se sentira.
O balanço vai diminuindo o ritmo, e quando está prestes a parar ela percebe que o pai está diante do seu rosto.
Como ele é bonito... - ela pensa. Uma beleza especial, que está mais dentro do coração da filha, do que nos olhos do mundo.
Filha... Você precisa voltar. - Diz o homem ternamente.
Mas eu não quero, papai... - Responde ela com voz de cristal.
Eu sei, meu amor... Mas você precisa voltar.
Ela começa a chorar... O choro da brincadeira que acaba tão cedo. O choro da vontade de continuar ali.
A menina acorda em pranto.
Era um sonho! - Pensa ela. Mas parecia tão real...
Sente um aperto forte no peito e não consegue identificar o que é.
É a saudade... - diz uma pequena voz em sua cabeça.
Sim, era a saudade do pai, do amor que havia partido quando tinha apenas 3 anos de idade.
Ela já havia sonhado com ele várias vezes, mas dessa vez foi inesquecível. Tão especial que, a partir desse dia, ela aprendeu a chamar aqueles sonhos de visitas.
Todo balanço que vê, ativa sua memória, acelera seu coração, pois faz lembrar de um grande amor que esteve na Terra com ela, durante pouco tempo, mas que ainda a visita sempre.
* * *
Por onde andam os amores que não mais estão aqui conosco?
Se aprendemos que o amor une ao invés de afastar, por que crer na distância da morte?
Sim, a morte não nos separa. Talvez um breve afastamento físico, mas nunca o afastamento das almas.
Os que nos amam continuam ao nosso lado, e se partiram antes, quase sempre se tornam companheiros anônimos e invisíveis dos nossos dias.
São eles, muitas vezes, que nos trazem as forças que precisamos para continuar, o carinho dos bons conselhos ou os puxões de orelha amorosos.
Em espírito nos acompanham, oram e vibram por nós, da mesma forma que fariam se estivessem ainda encarnados.
A morte não muda o amor. A distância não é impedimento para o carinho.
Eles estão mais perto do que imaginamos, e neste grande ir e vir do planeta, logo mais estaremos juntos uma vez mais.
Estaremos juntos lá, pois nunca sabemos quanto tempo ainda temos, ou mesmo aqui, lembrando que a reencarnação é uma das Leis maiores do Universo.
Redação do Momento Espírita.
Em 23.11.2009.
Erro feminino.
Eram quatro mulheres. Conversavam, de forma distraída, enquanto aguardavam a consulta médica. Em certo momento, detalhando episódios de suas vidas, passaram a falar, cada qual, do maior erro cometido.
Surgiram situações diversas e antagônicas e cada uma delas acreditava ter sido o que estava apresentando o seu maior erro.
Contudo, o maior erro de suas vidas elas estavam realizando ali, naquele momento, em pleno consultório médico: todas fumavam.
Tragavam com volúpia e pareciam se deliciar ao formar arabescos com a fumaça, em pleno ar.
De uns tempos para cá, a mulher tem se exposto a doenças que, anteriormente, com menos frequência a alcançavam. Tal, por exemplo, a morte por enfarte e vários tipos de câncer.
Quando a mulher está grávida, aumenta a dimensão do erro desde que, quando a gestante fuma, o feto também fuma, passando a receber substâncias tóxicas que, através da circulação materna, atravessam a placenta.
Com o uso do cigarro, ocorre aumento do risco de abortamento, sangramentos e outras complicações. Com mais frequência, o parto da mulher fumante complica, sofrendo ainda risco de apresentar descolamento prematuro da placenta e ruptura da bolsa.
O risco de morte súbita infantil também aumenta de acordo com o número de cigarros consumidos na gravidez.
Em geral, em maior proporção se dá o nascimento de crianças com menor peso e menos comprimento, nas mães fumantes, bem como o risco de o bebê nascer com defeitos congênitos.
Além de a si mesmas agredirem, destruindo a maquinaria física, agridem e muito o bebê, com repercussão para a sua vida.
Fumar durante a gravidez compromete a inteligência da criança, sendo menor o rendimento intelectual dos filhos de mães fumantes.
Erro grave ainda comete a mulher que amamenta e fuma, pois a nicotina passa pelo leite e é absorvida pela criança.
E o que dizer do risco de crianças pequenas contraírem infecções respiratórias, como bronquite, pneumonia e complicações de asma, quando elas são obrigadas a viver em ambientes poluídos pela fumaça do cigarro?
Com certeza, é grave o erro feminino de se entregar ao vício do tabaco, destruindo-se, e complicando, muitas vezes, a vida daqueles pelos quais é responsável.
* * *
O fumo é causa de redução da vida de um fumante de 5 a 8 anos. Isto, perante as Leis Divinas, pode ser considerado suicídio indireto.
O tabagismo é um dos maiores problemas da saúde pública.
A mulher fumante que engravida e abandona o vício, para preservar a integridade física do bebê em formação, afirma com sua atitude sua capacidade de amar.
Redação do Momento Espírita, com base em informações do volant
e Mãe, não fume durante a gravidez, impresso e distribuído
pelo Ministério da Saúde.
Em 24.11.2009.
Surgiram situações diversas e antagônicas e cada uma delas acreditava ter sido o que estava apresentando o seu maior erro.
Contudo, o maior erro de suas vidas elas estavam realizando ali, naquele momento, em pleno consultório médico: todas fumavam.
Tragavam com volúpia e pareciam se deliciar ao formar arabescos com a fumaça, em pleno ar.
De uns tempos para cá, a mulher tem se exposto a doenças que, anteriormente, com menos frequência a alcançavam. Tal, por exemplo, a morte por enfarte e vários tipos de câncer.
Quando a mulher está grávida, aumenta a dimensão do erro desde que, quando a gestante fuma, o feto também fuma, passando a receber substâncias tóxicas que, através da circulação materna, atravessam a placenta.
Com o uso do cigarro, ocorre aumento do risco de abortamento, sangramentos e outras complicações. Com mais frequência, o parto da mulher fumante complica, sofrendo ainda risco de apresentar descolamento prematuro da placenta e ruptura da bolsa.
O risco de morte súbita infantil também aumenta de acordo com o número de cigarros consumidos na gravidez.
Em geral, em maior proporção se dá o nascimento de crianças com menor peso e menos comprimento, nas mães fumantes, bem como o risco de o bebê nascer com defeitos congênitos.
Além de a si mesmas agredirem, destruindo a maquinaria física, agridem e muito o bebê, com repercussão para a sua vida.
Fumar durante a gravidez compromete a inteligência da criança, sendo menor o rendimento intelectual dos filhos de mães fumantes.
Erro grave ainda comete a mulher que amamenta e fuma, pois a nicotina passa pelo leite e é absorvida pela criança.
E o que dizer do risco de crianças pequenas contraírem infecções respiratórias, como bronquite, pneumonia e complicações de asma, quando elas são obrigadas a viver em ambientes poluídos pela fumaça do cigarro?
Com certeza, é grave o erro feminino de se entregar ao vício do tabaco, destruindo-se, e complicando, muitas vezes, a vida daqueles pelos quais é responsável.
* * *
O fumo é causa de redução da vida de um fumante de 5 a 8 anos. Isto, perante as Leis Divinas, pode ser considerado suicídio indireto.
O tabagismo é um dos maiores problemas da saúde pública.
A mulher fumante que engravida e abandona o vício, para preservar a integridade física do bebê em formação, afirma com sua atitude sua capacidade de amar.
Redação do Momento Espírita, com base em informações do volant
e Mãe, não fume durante a gravidez, impresso e distribuído
pelo Ministério da Saúde.
Em 24.11.2009.
Piedade.
A piedade é a virtude que mais nos aproxima dos anjos.
Mas como entendê-la em profundidade e como colocá-la em prática?
Segundo o conhecimento superficial que se tem sobre ela, a piedade, ou a compaixão, significa sofrer com alguém, ou algo.
E como naturalmente fugimos do sofrimento, a piedade pode nos parecer incômoda muitas vezes.
Somemos isso à indiferença ainda reinante nos corações humanos, quanto ao que se passa com o outro, e teremos o homem distante da piedade.
Porém, ao compreender melhor essa virtude, veremos que nos é extremamente benéfica, e não significa que com ela traremos mais dor para nossos dias.
Compartilhar o sofrimento do outro não é aprová-lo, nem compartilhar suas razões, boas ou más, para sofrer.
É recusar-se a considerar um sofrimento, qualquer que seja, como um fato indiferente e um ser vivo, qualquer que seja, como coisa.
A compaixão ou piedade é o contrário da crueldade, que se regozija com o sofrimento do outro, e do egoísmo, que não se preocupa com ele.
É uma atitude mental baseada no desejo de que os outros se livrem do seu sofrimento. Está associada a uma sensação de compromisso, responsabilidade para com o outro.
A verdadeira compaixão tem por base o raciocínio de que todo ser humano tem o desejo inato de ser feliz e de superar o sofrimento, exatamente como nós.
E exatamente como nós, ele tem o direito de realizar essa aspiração fundamental.
No processo de conquista dessa virtude vamos encontrar a prática da empatia, que é o instrumento fundamental para se chegar à piedade.
A empatia é a condição psicológica que permite a uma pessoa sentir o que sentiria caso estivesse na situação e circunstância experimentada por outra pessoa.
Essa técnica envolve a capacidade de suspender, provisoriamente, a insistência no próprio ponto de vista mas, também, encarar a situação a partir da perspectiva do outro.
Ela é benéfica em todas as situações da vida e, em especial, no desenvolvimento da piedade.
Tendo em mãos tal habilidade, poderemos nos deixar envolver pelo sofrimento alheio.
E como tal virtude é filha do amor, e na companhia dele sempre estaremos, esse sofrer junto não será desagradável para o compadecido.
Nesse instante estaremos operando como mensageiros de Deus, consolando aflições e praticando a caridade em uma de suas belíssimas formas.
* * *
Deixai que o vosso coração se enterneça ante o espetáculo das misérias e dos sofrimentos dos vossos semelhantes.
Vossas lágrimas são um bálsamo que lhes derramais nas feridas e, quando, por bondosa simpatia, chegais a lhes proporcionar a esperança e a resignação, que encanto não experimentais!
A piedade bem sentida é amor.
Amor é devotamento. Devotamento é o olvido de si mesmo e esse olvido, essa abnegação em favor dos desgraçados, é a virtude por excelência, a que em toda a sua vida praticou o Divino Messias e ensinou na Sua doutrina tão santa e tão sublime.
Redação do Momento Espírita com base no cap. A compaixão, do livro Pequeno tratado
das grandes virtudes, de André Comte Spoville, ed. Martins Fontes e no item 17, do
cap. XIII, do livro O Evangelho segundo o Espiritismo, de Allan Kardec, ed. Feb.
Em 25.11.2009.
Mas como entendê-la em profundidade e como colocá-la em prática?
Segundo o conhecimento superficial que se tem sobre ela, a piedade, ou a compaixão, significa sofrer com alguém, ou algo.
E como naturalmente fugimos do sofrimento, a piedade pode nos parecer incômoda muitas vezes.
Somemos isso à indiferença ainda reinante nos corações humanos, quanto ao que se passa com o outro, e teremos o homem distante da piedade.
Porém, ao compreender melhor essa virtude, veremos que nos é extremamente benéfica, e não significa que com ela traremos mais dor para nossos dias.
Compartilhar o sofrimento do outro não é aprová-lo, nem compartilhar suas razões, boas ou más, para sofrer.
É recusar-se a considerar um sofrimento, qualquer que seja, como um fato indiferente e um ser vivo, qualquer que seja, como coisa.
A compaixão ou piedade é o contrário da crueldade, que se regozija com o sofrimento do outro, e do egoísmo, que não se preocupa com ele.
É uma atitude mental baseada no desejo de que os outros se livrem do seu sofrimento. Está associada a uma sensação de compromisso, responsabilidade para com o outro.
A verdadeira compaixão tem por base o raciocínio de que todo ser humano tem o desejo inato de ser feliz e de superar o sofrimento, exatamente como nós.
E exatamente como nós, ele tem o direito de realizar essa aspiração fundamental.
No processo de conquista dessa virtude vamos encontrar a prática da empatia, que é o instrumento fundamental para se chegar à piedade.
A empatia é a condição psicológica que permite a uma pessoa sentir o que sentiria caso estivesse na situação e circunstância experimentada por outra pessoa.
Essa técnica envolve a capacidade de suspender, provisoriamente, a insistência no próprio ponto de vista mas, também, encarar a situação a partir da perspectiva do outro.
Ela é benéfica em todas as situações da vida e, em especial, no desenvolvimento da piedade.
Tendo em mãos tal habilidade, poderemos nos deixar envolver pelo sofrimento alheio.
E como tal virtude é filha do amor, e na companhia dele sempre estaremos, esse sofrer junto não será desagradável para o compadecido.
Nesse instante estaremos operando como mensageiros de Deus, consolando aflições e praticando a caridade em uma de suas belíssimas formas.
* * *
Deixai que o vosso coração se enterneça ante o espetáculo das misérias e dos sofrimentos dos vossos semelhantes.
Vossas lágrimas são um bálsamo que lhes derramais nas feridas e, quando, por bondosa simpatia, chegais a lhes proporcionar a esperança e a resignação, que encanto não experimentais!
A piedade bem sentida é amor.
Amor é devotamento. Devotamento é o olvido de si mesmo e esse olvido, essa abnegação em favor dos desgraçados, é a virtude por excelência, a que em toda a sua vida praticou o Divino Messias e ensinou na Sua doutrina tão santa e tão sublime.
Redação do Momento Espírita com base no cap. A compaixão, do livro Pequeno tratado
das grandes virtudes, de André Comte Spoville, ed. Martins Fontes e no item 17, do
cap. XIII, do livro O Evangelho segundo o Espiritismo, de Allan Kardec, ed. Feb.
Em 25.11.2009.
Cidadania e respeito ao próximo.
Clara mora em uma grande cidade do Brasil, na qual milhões de pessoas dividem o espaço em movimentadas ruas.
Todos os dias, na hora do almoço, ela anda seis quadras até o restaurante que costuma frequentar. Nesse trajeto, até há poucos meses, havia semáforo para pedestres em apenas uma das esquinas que cruzava.
A fim de respeitar as leis, e de não colocar em risco a sua vida, ela costumava cruzar apenas nas esquinas onde havia semáforo para os carros, mesmo que isso aumentasse em alguns metros a sua caminhada.
Observava, no entanto, entristecida, que a grande maioria dos pedestres, sem cuidado algum, cruzava a rua correndo grande perigo.
Há poucos meses, viu, com alegria, a Prefeitura providenciar a instalação de semáforos para pedestres em todas as esquinas daquele trajeto. Com certeza isso mostrava respeito do poder público para com o cidadão.
No entanto, observou que tais sinais de trânsito não eram percebidos pela maior parte das pessoas que por ali circulava. Era só uma questão de tempo, pensava ela, pois todos começariam a prestar atenção.
Várias semanas depois, percebeu que os transeuntes, em sua maioria, desrespeitavam os sinais luminosos, e continuavam a cruzar a rua sem segurança.
Chegou a observar uma jovem, com um bebê no colo, cruzar a rua quando o sinal estava vermelho para os pedestres, e quase foi atropelada. Compadeceu-se da criança que, desde cedo, convivia com falta de amor materno.
Dia desses resolveu contar no relógio o tempo que levaria, a mais, para chegar ao restaurante, se tivesse que esperar todos os sinais fecharem e abrirem. A conclusão foi surpreendente: apenas um minuto e vinte segundos!
E, por tão pouco, as pessoas arriscavam tanto. Pensou em escrever à Prefeitura e solicitar uma campanha de educação aos pedestres. Mas, logo ponderou consigo mesma que o cidadão também deve fazer a sua parte.
Continuou a esperar, pacientemente, a sua vez de cruzar a rua, mesmo sendo, muitas vezes, a única pessoa a respeitar o sinal, pois para ela não havia outro comportamento aceitável para um cidadão.
* * *
Muito se fala em cidadania. Segundo o dicionário, cidadania é a condição de cidadão, que é o indivíduo no gozo dos direitos civis e políticos de um Estado.
Falar em direitos é sempre agradável a qualquer indivíduo, e, sem dúvida alguma, todos devemos lutar por eles para viver dignamente.
Mas, morando em comunidades, devemos sempre estar atentos aos nossos deveres, pois, se cada um buscar apenas os direitos, a vida em sociedade será um caos.
Em um país todos estão sujeitos à constituição que é a carta que dita deveres e direitos a todos os cidadãos.
Temos sim, portanto, deveres para com o próximo. E o próximo é nosso familiar, nosso amigo, nosso colega de trabalho, nosso vizinho, nosso compatriota.
* * *
E você? Como você age no dia a dia? Como aqueles que só pensam em seus direitos, ou como quem mostra a evolução moral de conhecer e cumprir seus deveres?
Como você se comporta diariamente em sua comunidade?
Reflita com carinho e você concluirá que devemos melhorar a cada dia, aprendendo a respeitar as leis, a respeitar o próximo e a fazer a nossa parte, mesmo que aqueles com quem convivemos ainda não o façam.
Redação do Momento Espírita.
Em 21.11.2009.
http://www.momento.com.br/pt/index.php
Todos os dias, na hora do almoço, ela anda seis quadras até o restaurante que costuma frequentar. Nesse trajeto, até há poucos meses, havia semáforo para pedestres em apenas uma das esquinas que cruzava.
A fim de respeitar as leis, e de não colocar em risco a sua vida, ela costumava cruzar apenas nas esquinas onde havia semáforo para os carros, mesmo que isso aumentasse em alguns metros a sua caminhada.
Observava, no entanto, entristecida, que a grande maioria dos pedestres, sem cuidado algum, cruzava a rua correndo grande perigo.
Há poucos meses, viu, com alegria, a Prefeitura providenciar a instalação de semáforos para pedestres em todas as esquinas daquele trajeto. Com certeza isso mostrava respeito do poder público para com o cidadão.
No entanto, observou que tais sinais de trânsito não eram percebidos pela maior parte das pessoas que por ali circulava. Era só uma questão de tempo, pensava ela, pois todos começariam a prestar atenção.
Várias semanas depois, percebeu que os transeuntes, em sua maioria, desrespeitavam os sinais luminosos, e continuavam a cruzar a rua sem segurança.
Chegou a observar uma jovem, com um bebê no colo, cruzar a rua quando o sinal estava vermelho para os pedestres, e quase foi atropelada. Compadeceu-se da criança que, desde cedo, convivia com falta de amor materno.
Dia desses resolveu contar no relógio o tempo que levaria, a mais, para chegar ao restaurante, se tivesse que esperar todos os sinais fecharem e abrirem. A conclusão foi surpreendente: apenas um minuto e vinte segundos!
E, por tão pouco, as pessoas arriscavam tanto. Pensou em escrever à Prefeitura e solicitar uma campanha de educação aos pedestres. Mas, logo ponderou consigo mesma que o cidadão também deve fazer a sua parte.
Continuou a esperar, pacientemente, a sua vez de cruzar a rua, mesmo sendo, muitas vezes, a única pessoa a respeitar o sinal, pois para ela não havia outro comportamento aceitável para um cidadão.
* * *
Muito se fala em cidadania. Segundo o dicionário, cidadania é a condição de cidadão, que é o indivíduo no gozo dos direitos civis e políticos de um Estado.
Falar em direitos é sempre agradável a qualquer indivíduo, e, sem dúvida alguma, todos devemos lutar por eles para viver dignamente.
Mas, morando em comunidades, devemos sempre estar atentos aos nossos deveres, pois, se cada um buscar apenas os direitos, a vida em sociedade será um caos.
Em um país todos estão sujeitos à constituição que é a carta que dita deveres e direitos a todos os cidadãos.
Temos sim, portanto, deveres para com o próximo. E o próximo é nosso familiar, nosso amigo, nosso colega de trabalho, nosso vizinho, nosso compatriota.
* * *
E você? Como você age no dia a dia? Como aqueles que só pensam em seus direitos, ou como quem mostra a evolução moral de conhecer e cumprir seus deveres?
Como você se comporta diariamente em sua comunidade?
Reflita com carinho e você concluirá que devemos melhorar a cada dia, aprendendo a respeitar as leis, a respeitar o próximo e a fazer a nossa parte, mesmo que aqueles com quem convivemos ainda não o façam.
Redação do Momento Espírita.
Em 21.11.2009.
http://www.momento.com.br/pt/index.php
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